Exposição frequente ao vírus agrava quadros de profissionais da saúde infectados

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Sylvio Provenzano, cobrou que as autoridades forneçam os EPIs necessários para os atendimentos.

Da CNN, em São Paulo
29 de abril de 2020 às 13:57 | Atualizado 29 de abril de 2020 às 13:59

A exposição à carga viral da COVID-19 tem preocupado profissionais de saúde. À CNN, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Sylvio Provenzano, falou, nesta quarta-feira (29), sobre os riscos aos quais esses profissionais são expostos e ressaltou que, na maioria das vezes, a infecção pelo novo coronavírus evolui para quadro grave nessas pessoas. 

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Segundo ele, uma das razões para essa evolução clínica é que eles "permanecem horas a fio expostos a uma carga viral imensa".

"E o que é pior, muitas vezes sem os equipamentos de proteção individual, que são essenciais para garantir a eles a segurança necessária para que o atendimento possa ser realizados", afirmou.

Com isso, Provenzano cobrou que as autoridades forneçam os EPIs necessários para os atendimentos. No Rio de Janeiro, de acordo com os conselhos das categorias, já chega a 57 o número de profissionais da saúde que morreram de COVID-19.

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Foto: CNN