Natal tem apenas mais um leito disponível para pacientes de Covid-19

Último leito disponível pertence ao Hospital da Polícia, que também atende civis

Da CNN, em São Paulo
12 de maio de 2020 às 21:02 | Atualizado 12 de maio de 2020 às 22:26
Brasil tem déficit em leitos de UTI, em Natal, RN, há apenas mais um leito disponível
Foto: Atendimento hospitalar/ Agência Brasil
 
A cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, anunciou nesta terça-feira (12) que quase todos os leitos da rede pública disponíveis para pacientes com coronavírus estão ocupados. O último leito disponível pertence ao Hospital da Polícia, que também atende civis. 

A taxa de ocupação nos hospitais que tratam os confirmados e suspeitos de Covid-19 são: 100% hospital Giselda Trigueiro, 90% no Hospital da Polícia e 100% no Hospital Municipal. 

Na capital, são 35 os leitos adultos de UTI destinados ao tratamento da doença somados a mais 17 reservados para pacientes relacionadas ao coronavírus com comorbidades (7 pediátricos, 5 de obstetrícia, 5 cardiovascular).

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, até a última atualização, quatro pessoas instaladas em Unidades de Pronto Atendimento (UPA), assistidas com respiradores, aguardavam transferência para leitos hospitalares, Os pacientes não necessariamente serão colocados em leitos na região metropolitana, podem ser realocados para outras regiões do estado. O governo tem previsão de abrir, pelo menos 12 novos leitos de UTI em Natal até esta quinta-feira (14). 

Segundo o Estado, no interior a situação também é crítica. Apesar de ter ocorrido uma leve diminuição desta taxa nas últimas 24 horas. Em Mossoró, há apenas duas vagas em leitos críticos (UTI e semi-uti) no Hospital São Luiz No Hospital Regional Tarcísio Maia há cinco vagas - dos 17 leitos disponíveis, 12 estão ocupados. Em Caicó, onde há 20 leitos críticos disponíveis, 12 estão ocupados. Em Pau dos Ferros, no Hospital Regional, há 8 leitos vagos.

Pelos números do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte contabiliza 2033 casos confirmados e 93 mortes por coronavírus.