Covid-19: hospital de campanha do Pacaembu, em São Paulo, é desativado


Da CNN
29 de junho de 2020 às 12:09 | Atualizado 29 de junho de 2020 às 12:49

Um dos símbolos do combate à pandemia da Covid-19 na cidade de São Paulo, o hospital de campanha construído no estádio do Pacaembu terá as atividades encerradas na manhã desta segunda-feira (29).

Ao lado do secretário de saúde da capital, Edson Aparecido, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), esteve no local e acompanhou a alta dos dois últimos pacientes. A prefeitura informou que ainda conta com uma reserva de 900 leitos no Complexo do Anhembi.

O fechamento foi anunciado na sexta-feira (26) por Covas, que justificou que a decisão teve como base o fato de a taxa de ocupação nos últimos dez dias nos hospitais de campanha da capital ter ficado abaixo de 50%. 

Desde a inauguração, em 6 de abril, a unidade recebeu 1.222 pacientes. O local registrou a primeira morte em 12 de abril – um homem de 36 anos que sofria de doença de Chagas.

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Os equipamentos, que ainda estão no hospital, têm valor de R$ 7 milhões. Eles devem ser higienizados e doados a hospitais da rede municipal, como adiantou à CNN o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido.

"Tivemos uma estrutura montada que custou R$ 23 milhões aos cofres do município, mas o hospital Albert Einsten vai doar para a prefeitura os aparelhos do hospital que devem custar cerca de R$ 7 milhões", informou Aparecido no sábado (27).

Entre os aparelhos que serão doados estão camas, colchões e oxímetros. "Nós vamos colocar [esses equipamentos] em três hospitais públicos: o hospital de São Miguel, da Cidade Tiradentes e de Itaquera, que são as regiões onde temos mais óbitos na cidade. Foi um importante equipamento que criamos nesse período de emergência e que cumpriu sua função integralmente", completou o secretário.

(Edição: Bernardo Barbosa)