Vacina da Pfizer e BioNTech para Covid-19 mostra potencial em teste em humanos


Da CNN
01 de julho de 2020 às 12:06 | Atualizado 01 de julho de 2020 às 12:45
Estudo preliminar de vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech foi promissor

Estudo preliminar de vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech foi promissor, apesar de 50% dos pacientes terem efeitos colaterais como febre, dor de cabeça e fadiga

Foto: Dado Ruvic-10.abr.2020/ Reuters

Um estudo preliminar publicado nesta quarta-feira (1), pelo MedRXiv aponta que a vacina experimental contra o novo coronavírus desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech apresentou resultados positivos, com importantes respostas imunes em adultos saudáveis entre 18 e 55 anos.

O MedRXiv é uma plataforma que disponibiliza estudos ainda não revisados ou publicados por revistas especializadas. A vacina das duas empresas é uma das 17 testadas em humanos durante uma corrida global para encontrar uma forma de imunização contra o novo coronavírus, que já infectou 10,5 milhões de pessoas e matou mais de meio milhão até agora.

O tratamento em potencial é o quarto medicamento para Covid-19 em estágio inicial a ser promissor em testes em humanos, juntamente com projetos envolvendo a Moderna, a CanSino Biologics e a Inovio Pharmaceuticals.

A BioNTech afirmou que os testes de duas dosagens de seu medicamento BNT162b1 em 24 voluntários saudáveis mostrou que, após 28 dias, eles desenvolveram níveis mais altos de anticorpos para Covid-19 do que os normalmente observados em pessoas infectadas.

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Apesar da verificação de uma resposta imune, efeitos colaterais como febre, dor de cabeça e fadiga foram relatados em ao menos 50% dos pacientes que receberam uma segunda dose. Os sintomas se manifestaram, geralmente de forma leve e transitória.

"A maioria das reações atingiu o pico dois dias após a aplicação da vacina e foi dissipada no sétimo dia", diz o estudo, que envolve, além das empresas citadas, especialistas das Universidades de Nova York, de Maryland, do Texas, nos EUA, e outros centros de pesquisa.

"Esses primeiros resultados de testes mostram que a vacina produz atividade imune e causa uma forte resposta imune", disse o cofundador e CEO da BioNTech, Ugur Sahin. Ele afirmou que estão sendo preparados ensaios mais amplos para confirmar se isso se traduz em proteção contra uma infecção real.

A pesquisa, porém, reconhece seu caráter limitado, já que ainda não se sabe o nível de imunidade necessário para proteger o organismo da ação do novo coronavírus. O tempo para uma possível perda de anticorpos criados contra a Covid-19 também segue desconhecido.

"Esta análise não avaliou as respostas imunes ou a segurança após duas semanas de aplicação de uma segunda dose da vacina. Esses fatores são importantes para balizar a disponibilização para o público", traz a íntegra da pesquisa. Nenhuma vacina para Covid-19 foi aprovada para uso comercial até agora.

(Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters)