Quem são os cientistas brasileiros no combate à Covid-19

Mais de 160 vacinas estão sendo testadas no mundo; conheça quem se dedica à pesquisa no Brasil

Karla Chaves Da CNN, em São Paulo
25 de julho de 2020 às 21:46 | Atualizado 25 de julho de 2020 às 21:50

Cientistas brasileiros estão se destacando nas pesquisas mundiais por vacinas que combatam a Covid-19. 

O imunologista Gustavo Cabral conheceu na Europa a tecnologia que hoje usa no Brasil para desenvolver uma vacina 100% nacional. "Não importa se vai ser este ano, ano que vem ou em dois anos, vai ser nossa. Se ela for segura, não vamos precisar ficar importando. Quando a gente chega a um produto, desenvolve tanto conhecimento que esse conhecimento será aplicado a diversos outros alvos", disse.

O infectologista Pedro Folegatti é um dos responsáveis pelos milhares de testes da vacina de Oxford e nos últimos dias ganhou ainda mais destaque ao co-assinar o artigo que divulgou que a vacina, além de segura, é capaz de gerar uma resposta positiva no sistema imunológico.

"A competição é contra o vírus. A gente vive um momento sem precendentes no mundo inteiro e espero que essa seja apenas uma das vacinas que provem a eficiência contra o coronavírus", disse à CNN.

Mais duas brasileiras estão na linha de frente nas pesquisas da vacina de Oxford: Sue Ann Costa Clemens, especialista em doenças infecciosas e diretora do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, na Itália, e Lily Yin Weck, epidemiologista e professora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O Brasil também tem representante no grupo criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliar as mais de 160 vacinas em desenvolvimento: a infectologista Cristiana Toscano. "Nosso papel é acompanhar essas informações, monitorar e, com base nisso, ir pensando em estratégias e políticas de vacinação, questões bastante operacionais de como essa vacinação vai ser feita", explica.