Correspondente Médico: Qual o papel da educação presencial no comportamento?

Gomes avaliou a importância do método para as crianças

Da CNN
31 de julho de 2020 às 09:34
 

Um novo estudo, publicado nesta quinta-feira (30) no periódico JAMA Pediatrics, apontou que, quando doentes, crianças têm uma carga viral considerável que pode significar uma capacidade relevante de transmitir a Covid-19. A pesquisa segue em confirmação.

Com a volta às aulas já prevista em alguns estados, muitos pais estão ansiosos para que os filhos retomem a rotina escolar presencial. Um dos prinripais motivos, seria o receio de possíveis prejuízos à aprendizagem se as crianças ficarem ainda muito tempo longe das escolas.

Na edição desta sexta-feira (31) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou qual o papel da educação presencial no comportamento.

"Quando você volta a colocar todas as crianças juntas, a chance de passar a doença é muito maior. Por outro lado, os pais já estão percebendo um problema que é muito importante: a passagem de conhecimento", iniciou.

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"Durante o período da infância, o cérebro está sendo biologicamente desenvolvido. De 'carona' com isso, entra o pessoal da pedagogia que irá enriquecer o nosso futuro. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme você investe mais em educação nos primeiros anos de vida, você tem um maior retorno", pondera.

"O momento de desenvolvimento da criança é o ideal para novos conhecimentos. "A gente tem que entender que estamos tratando da joia do nosso país. Investir em educação nesta fase não é só colocar dinheiro, é criar situações para que este cérebro seja enriquecido", explica o médico.

De acordo com o neurocirurgião, as crianças foram retiradas das escolas, por segurança, e precisam da ajuda de adultos para entender o momento. 

"Você realmente acredita que uma criança vai conseguir seguir os protocolos? Ele terá que passar por todo um processo de aprendizagem que será através da observação dos pais, mestres e até das outras crianças. Não podemos negligenciar. Sem contar que o convívio com outras crianças desenvolve outras habilidades muito além do conteúdo aprendido durante as aulas. As aulas on-line são excelentes para passar o conteúdo, mas em vivência, para crianças, é um processo mais complexo", finalizou.