Rússia diz que médicos serão vacinados contra Covid-19 em 2 semanas

Ministro da Saúde do país, Mikhail Murashko, rejeita preocupações com segurança e diz que críticas se devem a 'vantagens competitivas' do medicamento russo

Reuters
12 de agosto de 2020 às 09:22
Ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, afirmou que médicos receberão a vacina Sputnik V em 2 semanas
Foto: Maxim Shemetov - 03.abr.2020/ Reuters

A Rússia anunciou nesta quarta-feira (12) que o primeiro lote de sua vacina contra a Covid-19 estará pronto para ser aplicado em alguns médicos em duas semanas e rejeitou as preocupações "sem fundamento" em relação à segurança do imunizante levantadas por alguns especialistas, devido à rápida aprovação da vacina por Moscou.

"Parece que nossos colegas estrangeiros estão vendo as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão tentando expressar opiniões que, em nossa visão, são completamente sem fundamento", disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, nesta quarta.

Ele disse que a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, será aplicada na população, incluindo em médicos, de forma voluntária, e estará pronta em breve.

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"Os primeiros pacotes da vacina médica contra a infecção pelo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, primeiramente para médicos", disse.

Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, disse que os ensaios clínicos serão publicados assim que foram analisados pelos especialistas da própria Rússia.

Ele disse que o país planeja ter capacidade para produzir 5 milhões de doses por mês entre dezembro e janeiro.

Vacina russa Sputnik V, primeira registrada contra o novo coronavírus, começará a ser aplicada em 2 semanas
Foto: Divulgação/ Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF)

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na terça-feira que a Rússia havia se tornado o primeiro país a dar aprovação regulatória para uma vacina contra a Covid-19, depois de menos de dois meses de testes em humanos.

A vacina ainda não concluiu os testes em estágio avançado. Somente cerca de 10% dos ensaios clínicos foram bem-sucedidos e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional à frente da segurança.