Brasil diz à OMS que se solidariza com mortos e contribuirá com cura da Covid-19


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
13 de agosto de 2020 às 10:30
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

Foto: Adriano Machado/Reuters (9.jun.2020)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, lamentou as mortes pela Covid-19, durante apresentação do Brasil à Organização Mundial da Saúde. Pazuello expressou sentimentos a todos que perderam entes queridos e também  reconheceu o que chamou de "imenso sacrifício pessoal" dos profissionais de saúde. No Brasil, já houve mais de 104 mil mortes.

O discurso foi rápido mas apresentou um Brasil preocupado com a doença e seus efeitos, ao contrário de outras manifestações de governo, como as do presidente Jair Bolsonaro. "O Brasil deve e vai contribuir para encontrar a cura para essa pandemia", disse o ministro.

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O diretor geral da OMS Tedros Adhanom e outros estados membros participaram da reunião por videoconferência.

O Brasil é o segundo país com mais mortes pela doença, depois dos Estados Unidos. Para o ministro, que continua na condição de interino, apenas um sistema universal de saúde forte,  inclusivo, e a garantia de acesso de todos a um futura vacina pode garantir que o mundo vença esta batalha. Sem citar preferência por uma ou outra vacina, o ministro afirmou que o Brasil seguirá engajado nesta luta. 

Pazuello afirmou também que o objetivo do governo brasileiro é "sempre salvar vidas". Iniciou o discurso começou o discurso citando o artigo 196 da Constituição Federal, que estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado.

Representantes da Somália e Benin também fizeram apresentações.