Correspondente Médico: Como a inteligência emocional ajuda na saúde mental?

O neurocirurgião Fernando Gomes explica como a inteligência emocional ajuda a gerenciar a escalada das expectativas por uma vacina eficaz contra a Covid-19

Da CNN
13 de agosto de 2020 às 11:20

Na edição desta quinta-feira (13) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explica o que é a inteligência emocional. Ele ainda esclarece como isso pode ajudar a gerenciar a escalada das expectativas por uma vacina eficaz contra a Covid-19 em meio a tantas possibilidades que estão sendo apresentadas e ao aumento dos testes clínicos realizados no Brasil.

Segundo ele, a inteligência emocional é a capacidade humana de "entender a realidade e que existe uma expectativa futura possível, mas que pode ser satisfeita ou não". "A expectativa funciona mais ou menos como uma paçoca", compara ele. 

"Todo mundo tem expectativa de encontrar o doce inteiro, mas muitas vezes ela está toda esfarelada. E a realidade é a mesma, porque os ingredientes estão todos os ali, mas a expectativa daquele futuro perfeito daquela forma acaba ficando diferente, pois projetou algo que não foi compatível com a realidade", acrescenta.

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Foto: CNN (13.ago.2020)

Apesar das mais de 160 vacinas em produção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já afirmou que, embora exista uma grande esperança em torno delas, pode nunca haver uma "bala de prata" contra o novo coronavírus.

Diante desse cenário de tanta expectativa e incertezas na mesma medida, a inteligência emocional vem a partir do entendimento dessas variáveis e gerenciamento dessa ansiedade pelo futuro idealizado. 

Resultado da falta de inteligência emocional, a frustração pode representar, segundo o médico, "a porta de entrada para um desiquilíbrio mental", afetando a saúde mental e causando ansiedade, depressão e transtornos ansiosos. 

"Por isso é importante a gente entender que, independentemente de qualquer coisa, os ingredientes da paçoca são os mesmos. Isso é realidade, estando íntegra ou não. [Compreender isso] faz com que a gente abrande o nosso coração e consiga seguir em frente", conclui Gomes.

(Edição: André Rigue)