ANS diz que avaliou tecnologia para aprovar cobertura de testes por planos

"No início os testes sorológicos vieram com muitas incertezas sobre a sensibilidade e especificidade deles", argumentou Teófilo Rodrigues

Da CNN, em São Paulo
14 de agosto de 2020 às 15:52

O gerente-geral de regulação assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Teófilo Rodrigues, falou à CNN nesta sexta-feira (14) sobre a medida que obriga os planos de saúde a pagarem determinados testes sorológicos para a Covid-19, que passou a valer hoje.

Segundo Rodrigues, desde o início da pandemia, a agência acompanha a evolução da doença no Brasil e no mundo e, dessa observação, veio a decisão de incorporar o exame RT-PCR no rol coberturas obrigatórias dos planos de saúde. A avaliação de que a tecnologia do teste apresentou eficácia foi determinante para a inclusão.

“É o exame recomendado pelos órgãos de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), como o exame padrão ouro para diagnótisco”, falou.

A ANS, disse Rodrigues, continuou a estudar a evolução e o comportamento da doença, observando o que os pacientes precisavam. 

“No início, os testes sorológicos vieram com muitas incertezas sobre a sensibilidade e especificidade deles. Era essa a grande dúvida”, disse.

“A incorporação [do exame] passa por um processo de avaliação de tecnologia para ver quais benefícios traz para o paciente. Não é incorporar por incorporar”, argumentou. 

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O exame de sorologia, que identifica a presença ou não de anticorpos IgA, IgG ou IgM no sangue dos pacientes que já foram expostos ao novo coronavírus, é indicado para ser feito a partir do 8º dia desde o início dos sintomas. 

(Edição: Sinara Peixoto)