Máscara é indispensável, diz infectologista do HC sobre reinfecção

Homem de 33 anos que se recuperou da doença foi infectado novamente após quatro meses e meio

Da CNN, em São Paulo
24 de agosto de 2020 às 15:56

O infectologista e coordenador do ambulatório de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas, Max Igor Banks, falou à CNN sobre a possibilidade de reinfecção por Covid-19. 

O assunto veio à tona quando cientistas de Hong Kong disseram, nesta segunda-feira (24), que um homem de 33 anos que se recuperou de Covid-19 foi infectado novamente após quatro meses e meio

Trata-se do primeiro caso confirmado de reinfecção pela doença em seres humanos.

Para Banks, não há motivo para pânico. Segundo ele, no ambulatório em que trabalha há sete pacientes com possíveis reinfecções.

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Max Igor Banks Ferreira Lopes, médico infectologista e coordenador da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas
Foto: Reprodução/CNN

“Não é tão simples do ponto de vista médico dizer que foram duas infeções separadas”, falou. “É preciso ter sintomas na primeira e na segunda infecções e, no momento do meio [intervalo entre as duas], o paciente precisa ficar bem”, explicou.

Segundo ele, o período entre as situações tem que ser mais prolongado. Ou seja, espera-se que haja mais ou menos um espaço de um mês e meio.

Para quem já teve Covid-19

De acordo com o infectologista, todos os indivíduos que já foram diagnosticados com o novo coronavírus devem continuar utilizando máscara e mantendo o distanciamento social para prevenir possíveis novas infecções.

Para ele, com relação à transmissão da doença, não dá para ter tranquilidade e é “muito improvável” que a pessoa desenvolva um quadro grave numa segunda infecção. 

Segundo Banks, todos os casos de reinfecções até agora são “relativamente leves”.

Às vezes, são leves no primeiro diagnóstico, e um pouco mais fortes no segundo, e vice-versa. Mas não são graves. 

Ele lembrou que o paciente de Hong Kong apresentou sintomas clássicos da Covid-19 na primeira vez que foi infectado, e na segunda, não. 

(Edição: Sinara Peixoto)