Estudos apostam no uso de plasma contra a Covid-19

Técnica já foi usada em pandemias anteriores

Anne Barbosa e Paula Forster, da CNN, em São Paulo
29 de agosto de 2020 às 21:52 | Atualizado 29 de agosto de 2020 às 23:28
 

O Brasil está realizando 27 estudos sobre o uso de plasma de pessoas que tiveram Covid-19 no tratamento de pacientes com a doença. A técnica, que já foi utilizada em pandemias anteriores, é uma esperança na luta contra os efeitos do novo coronavírus no organismo.

O primeiro estudo do plasma convalescente, produzido pelo próprio corpo de pacientes recuperados, está sendo conduzido pelos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, em São Paulo. Uma série de exames foi feita para saber se os doadores tinham níveis de anticorpos suficientes para a transfusão. Nesse estudo, 120 pacientes vão receber o material.

Leia também

Plasma convalescente: como funciona a técnica no combate à Covid-19

Estados Unidos autorizam uso do plasma convalescente para tratamento da Covid-19

Quando teremos uma vacina eficaz contra a Covid-19?

 
Foto: Reprodução/CNN


"Aparentemente você consegue prevenir a entubação em um número razoável. Comprovamos que a terapia é segura e potencialmente útil para aqueles pacientes que estão à beira de serem entubados, por exemplo", diz Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein.

"Essa é a primeira vez que este procedimento está sendo usado em larga escala e no mundo inteiro", completa Silvano Wendel Neto, diretor médico do Sírio Libanês. 

O hospital das Clínicas, também em São Paulo, está realizando outro estudo, com parceria de outros hospitais privados. Alguns doentes recebem somente placebo. "Estamos sorteando 120 pacientes em três grupos: um não recebe plasma, outro recebe uma bolsa e outro duas bolsas de plasma", explica Wendel.