Brasil sinaliza que pretende fazer parte de programa de vacinas contra Covid-19

Mesmo participando do consórcio, o objetivo é manter a flexibilidade com acordos bilaterais que o Brasil já fechou com farmacêuticas

Kenzô Machida, da CNN, em Brasília 
31 de agosto de 2020 às 21:26 | Atualizado 31 de agosto de 2020 às 22:54

Fontes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Saúde disseram à CNN que o governo deve mesmo participar da Covax, programa de vacinas contra a Covid-19 da OMS que pretende unir o mundo em torno de uma vacina eficaz no combate a pandemia. O governo teria sinalizado a intenção nessa segunda feira (31) à OMS. 

Essa é a segunda renovação no acordo de participação do consórcio, mas agora o governo disse à OMS que quer aderir ao protocolo de intenções. Com isso, o Brasil ainda terá um prazo para o detalhamento e a assinatura final com a definição do aporte de recursos. Mesmo participando do consórcio, o objetivo é manter a flexibilidade com acordos bilaterais que o Brasil já fechou com farmacêuticas que já desenvolvem estudos no país.

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Foto: Freepik

As estratégias, como o valor que será repassado ao consórcio da OMS e quantitativo de doses, ainda não foram fechadas porque o investimento é alto e ainda não há nenhuma vacina com fase 3 concluída e cadastrada, informou uma fonte.

O contrato da Covax, que a CNN teve acesso, permite que os países participantes solicitem doses para cobrir até 50% da população. Pelo acordo, cada dose da vacina que se mostrar eficaz e for aprovada custará, em média, US$ 10. E a estimativa é que imunizante precisará de duas doses.

O programa Covax, lançado no final de abril, foi criado para servir como uma apólice de seguro para garantir o acesso a vacinas contra a Covid-19 seguras e eficientes, disse a OMS no documento. Até o momento, o Covax conta com nove vacinas experimentais.