Vacina pode não ter causado reação que pausou estudo, diz Universidade de Oxford


Da Reuters
16 de setembro de 2020 às 15:29 | Atualizado 16 de setembro de 2020 às 16:05

Os eventos adversos que levaram a uma pausa nos ensaios clínicos da potencial vacina para Covid-19 da AstraZeneca podem não ter sido associados à vacina em si, de acordo com um documento que descreve as informações dos participantes publicado pela Universidade de Oxford.

Leia mais:
Anvisa autoriza inclusão de mais 5 mil voluntários em testes da vacina de Oxford

Os testes globais da farmacêutica britânica com a vacina, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford, foram interrompidos em 6 de setembro. O motivo foi um participante do teste no Reino Unido que teve um efeito colateral sério, considerado um distúrbio inflamatório espinhal raro denominado mielite transversa.

Revisões de segurança foram realizadas quando voluntários da vacina ChAdOx1 nCoV-19 desenvolveram sintomas neurológicos inexplicáveis, como alterações de percepção ou fraqueza dos membros. De acordo com o documento, o estudo foi pausado enquanto uma revisão de segurança ocorria.

"Após uma revisão independente, essas doenças foram consideradas improváveis de serem associadas à vacina ou não havia evidências suficientes para afirmar com certeza se as doenças estavam ou não relacionadas à vacina", disse o documento.

Os testes da vacina foram retomados na Grã-Bretanha, Brasil e África do Sul, mas ainda não nos Estados Unidos.

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford não responderam imediatamente aos pedidos de comentários