Foi a 1ª e espero que a última, diz presidente da Anvisa sobre golpe da vacina

PF cumpriu mandado de busca e apreensão em uma empresa que anunciava a comercialização de lotes da vacina supostamente produzida pela universidade de Oxford

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
08 de outubro de 2020 às 20:47 | Atualizado 09 de outubro de 2020 às 06:43

O golpe da vacina no Rio de Janeiro acendeu o alerta na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): é preciso orientar as pessoas de que não há vacina contra o coronavírus à venda. Nesta quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em uma empresa que anunciava a comercialização de lotes da vacina supostamente produzida pela universidade de Oxford em parceria com a Astrazênica - como se o produto existisse.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra, apesar das recorrentes informações sobre a inexistência da vacina, a expectativa de comprar o produto acabava atraindo as pessoas para um golpe. "Era um grupo que estava prometendo vender essas vacinas. Uma falsa promessa. Inicialmente, um esquema fraudulento por completo. Era uma falsa expectativa de comprar uma vacina", afirmou à CNN.

"O mais importante é alertar que se algum site, propaganda, oferecer algo como 'compre aqui a vacina contra a covid', denuncie, porque é crime."

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A denúncia sobre a falsa vacina chegou à Anvisa no fim de setembro. Foi a agência quem repassou a informação à Polícia Federal. "Agora que a PF chegou nesse grupo, com certeza vai desenvolver essa investigação e identificar mais algum item, é possível que mais coisas apareçam", disse.

A Anvisa negou que tenha tomado conhecimento de outros anúncios da vacina, pelo país. "Foi a primeira vez, espero que a última, porque isso é abusar da fé pública", concluiu.