Supercomputador do Japão mostra que umidade do ar afeta disseminação da Covid-19

Pesquisas apontam que um ambiente com mais umidade dificulta a estabilidade dos vírus no ar, diminuindo as infecções

Rocky Swift, da Reuters
14 de outubro de 2020 às 15:18 | Atualizado 14 de outubro de 2020 às 19:05

Um supercomputador japonês mostrou que a umidade pode ter um efeito importante na dispersão de partículas de vírus. A máquina mostrou que o risco de contágio do novo coronavírus é pontencializado em ambientes fechados e secos durante os meses de inverno.

A descoberta aponta que o uso de umidificadores pode ajudar a limitar as infecções quando a ventilação natural por janelas não é possível, de acordo com um estudo divulgado na terça-feira (13) pela Riken e pela Universidade de Kobe.

Os pesquisadores usaram o supercomputador Fugaku para simular a emissão e o fluxo de partículas semelhantes às de vírus de pessoas infectadas em uma variedade de ambientes fechados.

Uma umidade do ar inferior a 30% resultou em mais do que o dobro da quantidade de partículas disseminadas pelo ar, quando comparada a níveis de 60% ou mais, mostraram as simulações.

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O estudo também indicou que escudos faciais transparentes não são tão eficientes quanto máscaras para evitar a transmissão de aerossóis.

Outras descobertas revelaram que frequentadores de restaurantes correm mais risco de ser infectados por pessoas sentadas em mesas que estão posicionadas ao lado, do por quem está na mesma mesa.

Entre os especialista da área da saúde, é cada vez maior o consenso de que o vírus da Covid-19 pode se espalhar ainda que suspenso no ar.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) revisou sua diretriz neste mês e disse que o patógeno pode permanecer no ar durante horas.