Recebemos dados incompletos do Butantan, diz gerente da Anvisa sobre a Coronavac


Da CNN, em São Paulo
11 de novembro de 2020 às 19:28 | Atualizado 11 de novembro de 2020 às 22:19

Em entrevista à CNN, Gustavo Mendes, gerente de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que a agência reguladora mudou de posição tão rapidamente a respeito da Coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, de São Paulo, porque recebeu dados incompletos do instituto.   

“Recebemos dados incompletos do Butantan. O Butantan gerou essas informações [sobre o evento adverso grave] depois que nos reunimos com eles. Depois, a gente pôde avaliar o caso completo. Foi por isso que demoramos pouco tempo, porque os dados não estavam completos”, explicou.

Assista e leia também:

Nada além de aspectos técnicos suspendeu testes, defende secretário de SP

Decisão técnica foi acertada, mas ruído político é negativo, diz ex-Anvisa

Farmácias já venderam mais de 1 milhão de testes rápidos da Covid-19 no país

A Anvisa autorizou nesta quarta-feira (11) a retomada dos testes clínicos da Coronavac. Na segunda-feira (9), a agência reguladora havia determinado a interrupção dos testes por causa de um evento adverso grave em um voluntário.

“As ações da Anvisa são pautadas por dados que são avaliados por um comitê, e nesse caso específico, a gente teve uma situação em que soubemos de um evento adverso grave, mas não tínhamos todos os dados para julgar se tinha relação com a vacinação ou não. Tínhamos informações insuficientes”, reforçou Mendes, acrescentando que os procedimentos da agência são “rigorosos e técnicos”.  

(Edição: Sinara Peixoto)