Anvisa suspende outro estudo contra o novo coronavírus


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
20 de novembro de 2020 às 09:19 | Atualizado 20 de novembro de 2020 às 18:41
Coronavírus

Estrutura do novo coronavírus

Foto: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu os testes da aplicação de plasma do cordão umbilical humano contra o novo coronavírus. O produto utilizado é o Plasmacord, patrocinado pela Cryopraxis Criobiologia Ltda. De acordo com a Anvisa, os testes vinham sendo realizados pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

A agência foi comunicada da existência de um evento adverso na terça-feira, dia 17 de novembro.

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Com a decisão, estão suspensas novas aplicações do produto. Em nota, a Anvisa afirmou que "esse tipo de interrupção faz parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas esperadas para estudos clínicos conduzidos no Brasil".

Há duas semanas, a Anvisa interrompeu testes da vacina Coronavac após um voluntário tirar a própria vida. Apesar de nenhuma relação direta com a vacina, a Agência não pensou duas vezes em suspender os estudos. Depois, justificou que as informações encaminhadas pelo governo de São Paulo estavam incompletas e que, por isso, não davam a devida dimensão de que a morte do voluntário não possuía relação com o uso da vacina.

A CNN entrou em contato com as empresas envolvidas nos testes e aguarda pelo posicionamento.

O Hospital Oswaldo Cruz se posicionou, através de nota:

"O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informa que o estudo clínico realizado em parceria com a Cryopraxis, utilizando plasma do sangue do cordão umbilical e placentário Plasmacord no tratamento de pacientes graves com Covid-19, foi suspenso temporariamente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no dia 17 de novembro de 2020, após notificação de evento adverso.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz ainda esclarece que a suspensão segue procedimento padrão para avaliação de ocorrências do gênero em estudos clínicos.

Informamos que a Instituição está prestando todas as informações e que aguarda autorização para retomar os trabalhos desta investigação científica o mais breve possível."

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