Se houver liderança do governo federal, 2021 será um ano melhor, diz ex-Anvisa

Segundo Gonzalo Vecina Neto, será preciso mais de um imunizante para vacinar 210 milhões de brasileiros

Da CNN, em São Paulo
23 de novembro de 2020 às 22:35


Em entrevista à CNN, Gonzalo Vecina Neto, ex-diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), falou sobre o processo de imunização contra a Covid-19 no país. Segundo ele, se houver coordenação e liderança do governo federal, 2021 será um ano melhor do que o atual. 

"Precisamos de decisão de experts, de gente que entende do assunto. E aí, pegar o conjunto de doses das vacinas que aceitarem vender para o Brasil, e o Brasil tiver condição de comprá-las e estocá-las, porque, se for da Moderna ou da Pfizer, precisamos ter freezers muito potentes que nós não temos. Aliás, nenhum país tem. (...) Então, se houver coordenação e liderança do governo federal, teremos um 2021 um pouco melhor do que 2020", avaliou.

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O ex-diretor da agência reguladora abordou também a corrida pela vacina contra o novo coronavírus. "As vacinas de Oxford, da Moderna e da Pfizer são muito promissoras, mas não excluo a vacina da Sinovac [a Coronavac]. Ela é muito promissora, usa uma tecnologia bastante dominada, que é a do vírus inativado."

Apesar de serem imunizantes promissores, Vecina acredita que o grande problema de todos eles é que não haverá vacina suficiente para aplicar em 210 milhões de brasileiros. "Nós vamos precisar de mais de uma vacina", afirmou.

"A Moderna e a Pfizer não vão vender para o Brasil porque elas estão com a produção totalmente comprometida com os Estados Unidos e a Europa. Nós teremos oportunidade de ter a vacina de Oxford e da China.”

Pessoas caminham de máscara em rua comercial do Rio de Janeiro durante pandemia da Covid-19
Foto: Lucas Landau/Reuters (8.out.2020)

 

(Publicado por: Paulo Toledo Piza).