Mais de 350 pacientes aguardam em fila de transferência para leitos no RJ

Taxa de ocupação na capital fluminense é de 93% nos leitos de UTI e 70% em enfermarias; em todo o estado, 80% dos leitos de UTI e 51% estão em uso

Bia Puente* e Mylena Guedes*, da CNN, no Rio de Janeiro
28 de novembro de 2020 às 14:25 | Atualizado 28 de novembro de 2020 às 14:37

Há 358 pessoas na fila de espera para transferência a um leito no estado do Rio de Janeiro. Desses, 207 são para enfermaria e 151 para UTI. A taxa de ocupação na capital fluminense é de 93% nos leitos de UTI e 70% em enfermarias. Em todo o estado, 80% dos leitos de UTI e 51% de enfermaria já estão ocupados. 

Só de quinta (26) para sexta-feira (27) foram 54 mortes e 1.324 novos casos nas 92 cidades do estado. Na rede particular, a ocupação de leitos de UTI destinados a pacientes com o novo coronavirus está em 97% na capital. 

A Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro também pontuou que a Baixada Fluminense já está sem leitos para Covid-19. Os pacientes estão sendo encaminhados para hospitais em outros municípios com situação mais estável, como Niterói, na Região Metropolitana, que está com cerca de 60% dos leitos de Covid-19 ocupados na rede particular.

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A Prefeitura do Rio afirmou, em nota, que aguarda a formalização da proposta do governo do estado para aquisição de insumos e contratação de Recursos Humanos para abrir mais leitos na cidade.

De acordo com o mapa de risco divulgado na quinta-feira (26) pela Subsecretaria Extraordinária de Covid-19, a Região Metropolitana II do estado do Rio de Janeiro passou a ser classificada em bandeira vermelha, isto é, de alto risco para a Covid-19.

Ao todo, 12% dos moradores do estado residem na Região Metropolitana II, que abrange sete municípios: Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá.

Paciente com Covid-19 é tratado em hospital no Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Moraes - 2.jul.2020/Reuters

Outras três estão classificadas em bandeira laranja, de risco moderado: Regiões Metropolitanas I, Baía da Ilha Grande e Médio Paraíba. 

Vale ressaltar que na edição anterior divulgada no dia 4 de novembro, o mapa apontava que nenhuma região apresentava alto risco e apenas uma das nove regiões do estado, a Baixada Litorânea, apresentava risco moderado. 

As outras áreas estavam classificadas em amarelo, de baixo risco para Covid-19. O estado, de modo geral, ainda permanece na bandeira amarela.

O Boletim do Observatório da Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou que o Rio de Janeiro apresentou piora expressiva na taxa de letalidade, chegando a 6,4%. A média nacional está em 2,8%. 

(*Sob supervisão de Stéfano Salles)