Diretor da SBIm: Problema da vacina contra Covid-19 é político, não logístico

Segundo Renato Kfouri, é preciso clareza e coordenação para que a vacinação no Brasil saia do papel

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
09 de dezembro de 2020 às 14:57
Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações
Foto: Reprodução/CNN (29.jun.2020)

Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, o médico Renato Kfouri afirmou à CNN que o desafio da vacinação para Covid-19 é “mais político do que logístico”. Segundo ele, a imunização dos brasileiros contra a doença, anunciada para este mês ou para o próximo pelo ministro Eduardo Pazuello em entrevista ao âncora da CNN Kenzô Machida, só será feita nas grandes cidades. 

“Não é tão simples, mas é possível de fazer. Essa rotina de transporte, manejo da vacina, não é fácil. Mas, se tem um país com experiência de vacinação em massa é o Brasil. Temos os caminhos, sabemos fazer”, avaliou Kfouri. 

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Na avaliação dele, é preciso clareza e coordenação para que a vacinação saia do papel. “Quem pode, quem não pode se vacinar, como coordenar. Não podemos ter turismo de vacina no Brasil. Os desafios são muito mais políticos, porque expertise temos”. 

O deputado federal Luizinho (PP-RJ), presidente da comissão da Câmara que acompanha a Covid-19 no país, afirmou à CNN que a vacinação usando o imunizante da Pfizer é “possível para os primeiros dias de janeiro de 2021”. 

Nesta semana ele ouviu representantes da empresa em audiência pública. “O mais importante é começar a vacinar as pessoas, mesmo que com essa previsão inicial de 2 milhões de doses”, declarou. 

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Ele lembra que a vacina da Pfizer ainda não foi aprovada no Brasil, mas uma lei aprovada em maio irá acelerar o processo. 

“A partir do momento em que uma das quatro agências equivalentes em seus países à Anvisa aprovarem o imunizante, a nossa agência terá 72 horas para dar a aprovação emergencial”, afirmou.