Pesquisadores se reúnem nesta quarta com Saúde para tratar de plano de vacinação

Encontro acontece após divergências públicas sobre o texto apresentado ao Supremo Tribunal Federal no último sábado

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
15 de dezembro de 2020 às 10:17 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 10:19

 

 

Pesquisadores que atuam como consultores do plano nacional de imunização contra covid-19, elaborado pelo Ministério da Saúde, se reúnem com a pasta nesta quarta-feira (16), após divergências públicas sobre o texto apresentado ao Supremo Tribunal Federal no último sábado (12).

O encontro, que será virtual, estava previsto para segunda-feira (15), mas foi adiado para a manhã de hoje. Cientistas que participarão da conversa afirmaram à CNN que será cobrado do governo uma definição sobre quais e quantas doses vacinas serão disponibilizadas à população e a defesa de uma mudança nos grupos prioritários para receber doses do imunizante. Já foram feitas pelo menos duas recomendações técnicas ao Ministério da Saúde para que sejam incluídas indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas, privados de liberdade e pessoas com deficiência nas prioridades.

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Na semana passada, o grupo de pesquisadores “Eixo Epidemiológico do Plano Operacional da Vacinação contra Covid-19” divulgou nota em que pedia a inclusão da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butatan, no planejamento nacional, e criticava a menção da vacina da Pfizer como única alternativa àquela produzida pela parceria Oxford/AztraZeneca, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No final de semana, após a divulgação de que um plano de imunização contra a covid-19 fora entregue ao STF, cientistas  divulgaram outra nota em que criticam a inclusão de seus nomes como “elaboradores” do plano sem que eles tivessem lido o texto final e reforçaram a necessidade de o Ministério abrir negociação para adquirir vacinas imediatamente.

Em nota, a pasta afirmou que os cientistas foram chamados como consultores e que não tinham poder de decisão sobre o plano e que “nenhum trecho do documento foi feito sem que os pesquisadores tivessem conhecimento”.