Movimento antivacina não prospera no Brasil, diz pesquisadora da Fiocruz

Margareth Dalcomo disse considerar os movimentos antivacinas criminosos

da CNN, em São Paulo
18 de dezembro de 2020 às 22:05


Em entrevista à CNN, Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), falou sobre a vacinação contra o novo coronavírus no país e disse considerar os movimentos antivacinas criminosos.

"Costumo dizer que a gente tem duas epidemias: uma do vírus e uma de tolices e mentiras. No Brasil, esses movimentos, felizmente, não prosperaram. O Brasil tem uma tradição de muito respeito pelas vacinas, os brasileiros gostam de vacina, e o Brasil sabe vacinar", explicou.

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Foto: Justin Tallis/Reuters via Pool (8.dez.2020)

A especialista afirmou ainda que, para doenças virais agudas, não há nenhuma solução melhor do que as vacinas.

"Tem muita gente que, ingenuamente, por preconceito, fala que não vai tomar essa ou aquela vacina porque vem da China. Tudo vem da China, todas as vacinas têm algum componente que é fabricado [no país]. A China é uma potência de produção de insumos e de materiais biotecnológicos."