UE afirma que vacina da Pfizer deve ser estudada caso a caso em grávidas

A Agência de Medicamentos Europeia (EMA) não possui dados o suficiente dos testes clínicos da empresa sobre riscos potenciais para gestantes

Bart Meijer, Keith Weir e Patricia Weiss, da Reuters, em Amsterdã
21 de dezembro de 2020 às 14:38
Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech
Foto: Owen Humphreys/Pool via Reuters (8.dez.2020)

O órgão regulador de medicamentos da União Europeia disse nesta segunda-feira (21) que o uso da vacina contra a Covid-19 desevolvida em conjunto pela farmacêutica americana Pfizer e a parceira alemã BioNTech deve ser considerada caso a caso em mulheres grávidas.

A Agência de Medicamentos Europeia (EMA) não possui dados o suficiente dos testes clínicos da empresa sobre riscos potenciais para gestantes, de acordo com Harald Enzmann, líder do Comitê de Medicamentos para Humanos da EMA, em declaração.

"A agência pode mudar suas recomendações de mais informações forem disponibilizadas", ele disse, sem revelar as circunstâncias sob as quais a vacina pode ser declarada apropriada para grávidas.

Leia também:
Mutação do coronavírus fecha fronteiras e acende alerta às vésperas do Natal
Cientistas analisam se vacinas funcionarão contra nova variante do coronavírus
Quem pegou Covid-19 também precisa se vacinar, diz líder da Operação Warp Speed

Enzmann também pediu calma durante a vacinação de pessoas com um histórico de reações anafiláticas, após alguns casos de reações alérgicas ao imunizante nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Seus comentários seguiram a aprovação do regulador para o uso da vacina em pessoas com mais de 16 anos, colocando a Europa nos trilhos para iniciar a inoculação das doses em cerca de uma semana.

Destaques do CNN Brasil Business:
Classe premium economy no avião: saiba o que é, quanto custa e se vale a pena
Retrospectiva 2020: As ações que mais surpreenderam (e avançaram) no ano
Quais são as perspectivas para a economia e os investimentos em 2021?

Enzmann defendeu a independência da EMA no processo de aprovação, apesar de algumas suposições sobre pressões políticas para acelerar o processo na União Europeia surgirem após o Reino Unido ter iniciado a vacinação.

"O foco era exclusivamente a ciência", ele disse.