Mutações são comuns de acontecerem, diz pesquisadora

Segundo Ana Tereza Ribeiro Vasconcelos, ao que tudo indica, essas mutações parecem não interferir na transmissibilidade do vírus nem tampouco nas vacinas

da CNN, em São Paulo
23 de dezembro de 2020 às 10:30


A pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica, Ana Tereza Ribeiro Vasconcelos, faz parte da equipe de especialistas que sequenciaram 180 genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em amostras no estado do Rio de Janeiro. Em entrevista à CNN, Ana Tereza afirma que a mutação é "normal" de acontecer.

“Nós sequenciamos 180 genomas no estado do Rio no período de abril a meados de novembro. Essa nova linhagem é característica de cinco mutações, o que é normal”, disse. “Um vírus que está entrando no ser humano há apenas 12 meses sofre essas mutações, e essas mutações são comuns de acontecerem.”

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Representação gráfica do novo coronavírus, causador da doença Covid-19
Foto: Gerd Altmann/Pixabay

Segundo a pesquisadora, ao que tudo indica até o momento, essas mutações parecem não interferir na transmissibilidade do vírus nem tampouco nas vacinas que estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo.

"A taxa de mutação do vírus da influenza, por exemplo, é muito mais alta que a taxa do coronavírus até o momento. Então, acredito que não vamos ter que mudar, que a vacina que está sendo desenvolvida ela provavelmente será universal e para todos os países", explicou.

(Publicado por: André Rigue)