São Paulo recebe mais 500 mil doses da Coronavac

Quinto lote chegou nesta manhã ao aeroporto de Guarulhos; sexto e último lote de 2020 deve chegar na quarta-feira

Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo
28 de dezembro de 2020 às 13:51 | Atualizado 28 de dezembro de 2020 às 14:24


Um novo lote da vacina Coronavac chegou a São Paulo nesta segunda-feira (28). A carga – 500 mil doses do imunizante contra Covid-19, desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan – desembarcou por volta das 11h30 no aeroporto de Guarulhos. Ela veio em um avião da Turkish Airlines que saiu de Pequim, na China, e fez escala na Turquia.

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Esse quinto lote é composto por doses já prontas para a aplicação. Nesta quarta-feira (30), o sexto e último lote do ano deve chegar ao Brasil, com 1,5 milhão de doses prontas. No total, haverá quase 11 milhões de doses da Coronavac no dia 1º de janeiro de 2021.

Chegada do quinto lote da Coronavac ao aeroporto de Guarulhos
Foto: Divulgação - 28.dez.2020 / Governo de São Paulo

O primeiro lote chegou a São Paulo em 19 de novembro, com 120 mil doses do imunizante. Já o segundo carregamento trouxe, no dia 3 de dezembro, 600 litros do insumo utilizado para fabricar a vacina – a quantidade equivale a cerca de um milhão de doses.

O terceiro lote, com 2 milhões de doses, foi recebido em 18 de dezembro. No dia 24, véspera do Natal, chegaram mais 5,5 milhões de doses, sendo 2,1 milhões prontas e 2,1 mil litros de insumo, correspondentes a 3,4 milhões de doses.

"Chegamos ao fim de 2020 com aproximadamente 11 milhões de vacinas em solo nacional, garantindo o compromisso do Butantan em viabilizar o imunizante para a população brasileira para que, assim que registrar pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), possa ser iniciada a vacinação”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em um comunicado.

Eficácia

Segundo o instituto, a Coronavac atingiu um índice de eficácia superior ao mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com isso, ela pode ter o registro aprovado para começar a ser utilizada para imunizar a população.

O Instituto Butantan encaminhou a base primária de dados da fase 3 dos testes clínicos realizados no Brasil em 16 centros de pesquisa, com cerca de 13 mil voluntários.

O objetivo é que esses dados sejam comparados a resultados de pesquisas em outros países, evitando que a vacina tenha diferentes índices de eficácia anunciados. Essa avaliação deve ser concluída em até 15 dias, contados a partir do dia 23 de dezembro, e pode ser antecipada.

Em seguida, os resultados finais serão encaminhados à Anvisa e à Administração Nacional de Produtos Médicos da China.

(Com informações de Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo)