Testes ainda confirmarão se nova cepa encontrada em SP é a mais transmissível

Secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn falou à CNN sobre a identificação de uma nova variação do coronavírus em São Paulo

Da CNN, em São Paulo
31 de dezembro de 2020 às 14:59 | Atualizado 31 de dezembro de 2020 às 15:49


O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta quinta-feira (31), em entrevista à CNN, que a nova variante do novo coronavírus encontrada no estado ainda precisa passar por testes para confirmar se é de fato a mesma mutação do vírus identificada no Reino Unido e classificada como mais transmissível.

Nesta quinta-feira, pesquisadores do laboratório Dasa anunciaram a identificação da nova variante em São Paulo. A cepa B117 do vírus já foi detectada na Inglaterra e em outros 18 países, como Portugal, Dinamarca, Austrália, Índia, Coreia do Sul e Canadá. Segundo o laboratório, a descoberta já foi informada ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária.

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Gorinchteyn confirmou que a cepa identificada pela Dasa é oriunda do Reino Unido, já que foi encontrada em dois pacientes que haviam retornado do país.

"Análises preliminares mostraram que é um vírus proveniente do Reino Unido e estão sendo feitas análises filogenéticas, que é um sequenciamento muito mais criterioso desses vírus, para saber se eles são ou não aquele vírus com capacidade mutagênica, ou seja, que sofreram multiplicação do seu material genético. Por enquanto, não temos essa informação e saberemos entre 24 e 48 horas", afirmou o secretário.

"Os dois pacientes, um do sexo masculino e outro feminino, tinham sintomas leves, eram jovens que vieram do Reino Unido. A partir disso, eles já foram colocados em quarentena, assim todas as pessoas que estiveram a sua volta também. Imediatamente, o material genético desses vírus foi sequenciado para podermos dar essa resposta à população [se é a mesma mutação da Europa]", completou Gorinchteyn.

Movimentação na região central de Campinas  em meio a pandemia da Covid-19
Movimentação na região central de Campinas, no interior de São Paulo, durante a pandemia da Covid-19
Foto: Luciano Claudino/Código19/Estadão Conteúdo (21.dez.2020)

(Publicado por Daniel Fernandes)