Fiocruz: intervalo entre doses da vacina de Oxford pode ser de 3 meses

Fiocruz solicitou nesta sexta (8) à Anvisa o registro de uso emergencial do imunizante

da CNN, em São Paulo
08 de janeiro de 2021 às 20:33

 

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Krieger, afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (8), que as 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford podem chegar semana que vem ao país. Ele disse também que o intervalo entre as doses do imunizante pode ser de três meses.

"Inicialmente, a gente tem uma eficácia muito alta já na primeira dose da vacina, ao redor de 73%. Mas é importante salientar que um reforço dessa vacina aumenta essa resposta. No caso desse reforço ser dado em um prazo de até três meses, o nível da resposta imunológica aumentou em sete vezes”, explicou Kreiger. 

“A expectativa que tem agora é que a gente possa ter esses três meses de validação, e é o esse esquema que está sendo utilizado para o Reino Unido, e que está proposto pela AstraZeneca na sua bula.”

A fundação solicitou hoje à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro de uso emergencial do imunizante que será importado da Índia.

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Foto: Sean Elias - 04.abr.2020 / Divulgação / Reuters

“O prazo [para o recebimento das doses] ainda está em determinação. Certamente chegarão em janeiro, muito provavelmente na semana que vem. Mas não gostamos de apontar uma data sem ter todos os elementos disponíveis”, continuou.

Krieger falou ainda que está otimista que o imunizante possa começar a ser utilizado nos últimos 10 dias de janeiro. Ele reiterou, porém, que não gosta de colocar data de início da vacinação “para não frustrar as expectativas”.

(Publicado por Daniel Fernandes)