Ministério da Saúde requisita dados da Coronavac ao Butantan

Governo diz que 10,8 milhões de doses importadas 'vêm sendo amplamente anunciadas', mas não foram informadas oficialmente

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
11 de janeiro de 2021 às 21:06 | Atualizado 11 de janeiro de 2021 às 21:25
Caixas da Coronavac, vacina chinesa contra o coronavírus
Caixas da Coronavac, vacina chinesa contra o coronavírus que será produzida pelo Instituto Butantan
Foto: China Daily /Reuters

O Ministério da Saúde encaminhou agora há pouco um ofício ao Instituto Butantan pedindo informações sobre as 10 milhões de doses da Coronavac que foram produzidas na China e que o Governo de São Paulo pretende aplicar aqui no Brasil.

O documento a que a CNN teve acesso é endereçado ao diretor-geral do Butantan, Dimas Covas. O ofício, assinado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, diz o seguinte:

"Para alcançarmos nosso objetivo mútuo - ou seja, a imunização completa da população brasileira -, muito agradeceria a gentileza de enviar informações e esclarecimentos porventura disponíveis sobre as 10,8 milhões de doses produzidas pela Sinovac, na China, as quais vêm sendo amplamente anunciadas em rede nacional de comunicação, mas que não constam das informações recebidas por este Ministério", escreve a pasta.

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Com isso, o Ministério reforça a demanda que a Anvisa vem fazendo da necessidade de o Butantan prestar os esclarecimentos necessários sobre as doses da Coronavac que foram produzidas pela China, já que no pedido de uso emergencial faltaram muitos dados considerados essenciais pelas autoridades sanitárias brasileiras.

Os questionamentos da Anvisa em relação ao uso emergencial consideram também as vacinas fabricadas no Brasil, pelo Butantan.