Governo trabalha para receber vacinas de Oxford até 18 de janeiro

Segundo relatos feitos à CNN, o desembarque do imunizante da AstraZeneca no país se tornou uma das prioridades do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

Thais Arbex
Por Thais Arbex, CNN  
12 de janeiro de 2021 às 21:12
Centro de produção e manufatura da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca
Foto: Reprodução/AstraZeneca

O governo Jair Bolsonaro trabalha para receber até o dia 18 de janeiro os dois milhões de doses da vacina de Oxford que devem ser aplicadas no Brasil.

Segundo relatos feitos à CNN, o desembarque do imunizante da AstraZeneca no país se tornou uma das prioridades do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. 

A informação de que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reúne no domingo (17) para decidir sobre a autorização de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 dá ainda mais peso à corrida do governo pela chegada do imunizante de Oxford. 

A vacina da AstraZeneca é a principal aposta do governo para o controle da pandemia no país e, em diversos momentos, a prioridade dada ao imunizante foi alvo de críticas de governadores. 

A avaliação na Saúde é a de que a importação das doses da Índia e o desembarque no Brasil abre a possibilidade de o governo dar início à vacinação no país com o imunizante de Oxford.  

Por enquanto, a única vacina disponível no país é a Coronavac, que está no centro de uma disputa política entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria. 

Integrantes do governo dizem que, caso o imunizante da farmacêutica britânica AstraZeneca chegue ao país até o dia 18, o presidente Jair Bolsonaro vai poder “posar para a foto” de início da campanha de vacinação sem precisar recorrer à vacina que tanto rejeitou e se transformou em moeda política de seu rival. 

Para acelerar a chegada da vacina em solo brasileiro, autoridades do governo têm mantido contato direto com a embaixada da Índia.

No último dia 8, o próprio presidente chegou a enviar ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, uma carta pedindo a antecipação “com urgência” do fornecimento dos milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus.

A fabricação da vacina de Oxford no Brasil será realizada pela Fiocruz, em parceria com a AstraZeneca. O acordo firmado com o Ministério da Saúde prevê a fabricação de 100,4 milhões de doses até o primeiro semestre de 2021, sendo 30 milhões no primeiro trimestre.