'Cofre das vacinas' ficará em Guarulhos e prefeito pede Forças Armadas

Galpão do Ministério da Saúde tem mais de 35 mil metros quadrados e é equipado com depósitos climatizados e câmaras frias

Pedro Duran, da CNN do Rio de Janeiro
15 de janeiro de 2021 às 17:22 | Atualizado 15 de janeiro de 2021 às 18:43


 

Os dois milhões de doses da vacina de Oxford que devem chegar ao Brasil neste final de semana já têm destino certo. Depois da rotulagem em Manguninhos, bairro da zona Norte do Rio onde fica a sede da Fiocruz, a vacina vai para a cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Para adesivar todos os fracos de vacina com o rótulo em português, a Fiocruz precisa de um dia inteiro, parada obrigatória antes de Guarulhos.

O Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde fica atrás do aeroporto de Guarulhos. É lá também que devem ficar armazenadas tanto as doses da vacina de Oxford quanto as do Butantan, a Coronavac. O Instituto está pronto pra encaminhar para lá as 6 milhões de doses da vacina, que já estão armazenadas.

Vacinas ficarão armazenadas em Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, próximo ao aeroporto de Guarulhos

Foto: Divulgação

O galpão do Ministério da Saúde tem mais de 35 mil metros quadrados e é equipado com depósitos climatizados e câmaras frias. Essa é uma das exigências das duas vacinas, que precisam ficar de 2°C a 8°C. Em visita ao local, o ministro Eduardo Pazuello confirmou que o centro seria destino das vacinas brasileiras — o que está no horizonte tanto do Butantan quanto da Fiocruz.

 

O prefeito de Guarulhos, Guti (PSB), pediu a presença das Forças Armadas no local. “A gente solicitou hoje em reunião o apoio do governo federal pra mobilizar as Forças Armadas pra dar apoio total à segurança na região do Aeroporto e nesse centro de logística onde tudo vai ficar armazenado”, disse ele à CNN.

A pré-condição pra que as vacinas sejam encaminhadas para Guarulhos é a oficialização da compra das doses para uso emergencial. Serão 6 milhões de doses da coronavac e outros 2 milhões da vacina de Oxford. A Anvisa analisa os pedidos da Fiocruz e do Butantan no próximo domingo (17/1).