Técnicas de antissepsia dispensam uso de luvas durante aplicação de vacinas

No quadro Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes explicou por que profissionais de saúde não usam luvas para aplicar vacinas

Da CNN, em São Paulo
21 de janeiro de 2021 às 09:33


Na edição desta quinta-feira (21) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou por que profissionais da saúde não usam luvas para aplicar a vacina contra a Covid-19.

"Existem técnicas de assepsia e antissepsia que, se não forem quebradas, garantem proteção apesar da não utilização de luva", disse Gomes. "Também existe uma preocupação logística. Para 100 milhões de doses, por exemplo, se for preciso uma luva nova para cada indivíduo e, se não tiver, o processo de imunização não pode acontecer, ficaria inviável", completou o médico.

Gomes ainda detalhou o método usado pelos profissionais de saúde na hora da aplicação de vacinas. "Um algodão com álcool é passado na pele para remover o que chamamos de flora transitória, bactérias que vivem na superfície da pele e isso é normal; depois, se faz a aplicação com agulha estéril, limpa; e assim que a agulha é retirada outro algodão é colocado para estancar eventual sangramento."

"Do ponto de vista prático, não houve quebra de barreira, não houve introdução de algum elemento que estivesse possivelmente contaminado para dentro pele. Nada que se a pessoa tivesse com luva ou não faria diferença", explicou o neurocirurgião.

Aplicação da vacina contra Covid-19, Coronavac, em São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (17.jan.2021)

 

(Publicado por: André Rigue)