Prefeitura de SP usará todas as vacinas para a 1ª dose e amplia público-alvo

Em entrevista à CNN, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, comentou que o município está autorizado a usar todas as doses

Layane Serrano, da CNN, em São Paulo
27 de janeiro de 2021 às 16:27 | Atualizado 27 de janeiro de 2021 às 16:32
Vacina aplicada em profissional da saúde na zona norte de São Paulo, capital
Vacina aplicada em profissional da saúde na zona norte de São Paulo, capital
Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo (26.jan.2021)


O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (27) que enviará uma solicitação ao Ministério da Saúde para usar todas as vacinas disponíveis, tanto da Coronavac quanto da AstraZeneca/Oxford, para imunizar grupos prioritários com a primeira dose, sem reservar metade desse lote para a vacina de reforço. 

Em entrevista à CNN, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, comentou que o município está autorizado a usar todas as doses e que possui a garantia de reserva da segunda dose. 

“Nós, quando recebemos as primeiras doses da Coronavac pelo Instituto Butantan, fomos informados pela Secretaria Estadual da Saúde que o município poderia aplicar as 203 mil doses como primeira dose, e que em 15 dias nós receberíamos o segundo lote com mais 203 mil vacinas para a segunda dose. Isso foi garantido pela Secretaria e pelo Instituto. Então já há essa reserva e por isso já aplicamos 91% das 203 mil doses”, disse o secretário.

“Com a Fiocruz foi a mesma coisa, fomos informados de que poderíamos utilizar as 165 mil doses como primeira dose que em até 3 meses receberíamos a segunda dose para imunização. Foi dada essa prioridade em função da escola e da forma com que a cidade recebeu e tratou a pandemia”, complementou Aparecido.

Mudança no público-alvo

O secretário comentou também algumas mudanças, como a ampliação do público-alvo da imunização.

“Nós recebemos 165.300 doses da vacina de Oxford na última segunda e hoje começamos a vacinação nos hospitais privados e públicos do município e nos hospitais dos estados. Dos 170 hospitais da cidade, vamos priorizar os profissionais de hospitais que atendem 100% pessoas com Covid-19, vacinando todos os profissionais da Saúde, da cozinha, da limpeza, da coleta de exames, enfim, de todas as áreas”, afirmou à CNN Edson Aparecido.

“Em seguida serão os profissionais de hospitais que são híbridos, que atende tanto casos de Covid-19 quanto outras comorbidades, destes vamos vacinar 100% os profissionais que estão nas alas que cuidam diretamente de pessoas infectadas com o vírus. Abrimos hoje também a vacinação para todos os profissionais da saúde que trabalham em UPAS, UBS, Amas e pronto-socorro dos municípios.” 

De acordo com o secretário, também será ampliada a vacinação para idosos em situação de vulnerabilidade, que moram em asilos ou que estão acamados, e pessoas com transtorno mental que ficam em residência terapêutica também terão prioridade de se imunizar neste momento.

“Com a somatória das vacinas, 203 mil doses da Coronavac mais 165 mil doses da vacina de Oxford, vacinaremos até o final da semana que vem 75% dos 500 mil profissionais de saúde da cidade de São Paulo. É um avanço importante que esperamos complementar com os lotes da segunda dose”, afirmou o secretário.

“A Secretaria Estadual da Saúde já nos informou que em até 15 dias vamos receber mais 203 mil doses da Coronavac, ela tem um intervalo de 28 dias. A vacina da AstraZeneca, por sua vez, deverá ser aplicada após três meses da primeira dose.”

Outra mudança que o secretário comentou se refere à vacinação de idosos acima de 75 anos. A expectativa da prefeitura é de que o cronograma atrase.   

“Estamos vacinando 75% dos profissionais da saúde, 100% dos idosos em vulnerabilidade em casa e em asilos e praticamente 100% da população indígena aldeada, devemos nos programar no início de março para iniciar a vacinação em idosos acima de 75 anos.”