Responsável pela vacina de Oxford no Brasil garante segurança de uso em idosos

Comissão de vacinas da Alemanha recomendou que o imunizante não seja administrado a pessoas com 65 anos ou mais

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
28 de janeiro de 2021 às 16:45 | Atualizado 28 de janeiro de 2021 às 17:26

 


Responsável pelos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 de Oxford/AstraZeneca no Brasil, a médica e professora de Oxford Sue Ann Costa Clemens afirmou que os resultados do imunizante no Brasil "são tão bons nos idosos quanto nos adultos". 

Clemens conversou com a CNN após a comissão de vacinas da Alemanha (conhecida como Stiko) recomendar nesta quinta-feira (29) que o imunizante não seja administrado a pessoas com 65 anos ou mais. 

Ela relatou que os testes do imunizante no Brasil envolveram 2 mil idosos e produziram excelentes resultados. Os dados, informou a pesquisadora, foram publicados na revista Lancet, uma das mais importantes do mundo, e trazem informações positivas sobre o uso do imunizante em pessoas de mais idade. 

Sue Ann relatou, também, que na apresentação feita para Anvisa sobre o tema foram usados dados dos estudos feitos até o dia 4 de novembro, e que a próxima etapa - o pedido de registro definitivo - trará ainda mais informações sobre a boa resposta provocada pela vacina em idosos.

A AstraZeneca, farmacêutica parceira da Universidade de Oxford no desenvolvimento da vacina, também criticou a decisão do governo da Alemanha. 

Em nota, a empresa afirmou que os alemães usaram "dados completamente incorretos" para criticar o imunizante. O texto destaca que o órgão regulador de saúde do Reino Unido recomendou o uso das vacinas nos mais idosos, sem nenhum tipo de ajuste de dose. 

O comunicado também registra que, em novembro, a revista Lancet demonstrou que adultos mais velhos "mostraram fortes respostas imunológicas à vacina, com 100% dos adultos mais velhos gerando anticorpos específicos após a segunda dose".