Manaus informa morte de idoso que recebeu vacina da AstraZeneca/Oxford

O comunicado da morte foi feito pela família do idoso e “imediatamente informado” ao Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie)

Giovanna Bronze, da CNN
31 de janeiro de 2021 às 14:30
Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz
Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo

Um idoso de 83 anos morreu após ter recebido uma dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, segundo a prefeitura de Manaus. Como a investigação ainda não foi finalizada, não é possível concluir que o imunizante causou a morte. Não foi informado qual era o estado de saúde do idoso ou se ele tinha comorbidades.

De acordo com comunicado publicado na noite de sábado (30), a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus notificou na manhã do dia 30 de janeiro a morte do homem que recebeu a dose do imunizante na sexta-feira (29), um dia antes. 

O comunicado da morte foi feito pela família do idoso e “imediatamente informado” ao Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), projeto do SUS que busca oferecer vacinas para pessoas com necessidades específicas. Após a notificação, os dados e material biológicos foram colhidos para a realização de exames e análises.

Em nota da Prefeitura de Manaus, o chefe da Divisão de Imunizações da secretaria de saúde municipal, Isabel Hernandes, informou que a investigação do caso, conforme protocolo nacional, será conduzida pelo Crie. Hernandes também reforçou que ainda não é possível declarar que a morte foi causada pela vacina: “Não podemos atribuir nenhum evento adverso à vacina até que a investigação do caso esteja concluída”.

Em nota à CNN Brasil, o Ministério da Saúde informou que o evento adverso está investigação e que mais informações serão divulgadas ao longo da semana. A Fiocruz também confirmou a investigação, e disse que ainda não possui posicionamento institucional.

A CNN Brasil também procurou a AstraZeneca, mas ainda não obteve resposta.

*Com informações de Pauline Almeida, da CNN, no Rio