Pfizer seguirá priorizando venda direta para governos, diz diretora

'Entendemos que a vacina é um bem para a população e precisa ser disponibilizada para o maior número de pessoas possível', afirma executiva Márjori Dulcine

Da CNN, em São Paulo
23 de fevereiro de 2021 às 23:26 | Atualizado 23 de fevereiro de 2021 às 23:40

A Pfizer pretende manter o foco na venda direta de seus imunizantes para governos nacionais, mesmo que o Brasil possibilite a importação e venda de vacinas pela iniciativa privada, como vem sendo discutido no Congresso.

Em entrevista à CNN, Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil, argumenta que a decisão decorre da compreensão da empresa de que a aquisição por governos possibilita um maior alcance da população vacinada.

“Nesse momento estamos focando todos nossos esforços para a venda de vacinas aos governos federais como parte de uma estratégia global da empresa. Entendemos que a vacina é um bem para a população e precisa ser disponibilizada para o maior número de pessoas possível” disse Márjori.

“O acesso público é o que mais atende a esse propósito. Isso não significa que mais adiante que a Pfizer traga a vacina para ser comercializada.”

A vacina da Pfizer em parceria com o laboratório alemão BioNTech tornou-se nesta terça-feira (23) a primeira a ter aprovado o registro definitivo para uso no Brasil. Apesar da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o país ainda precisa firmar um contrato de compra com a empresa para poder importar e distribuir as doses.

O impasse entre o governo federal e a Pfizer trata de uma cláusula exigida pela empresa, que não aceita se responsabilizar por eventuais efeitos colaterais registrados no país. O assunto também está em discussão no Congresso, que cogita permitir que o governo assuma essa responsabilidade.

Publicado por Guilherme Venaglia