Prefeitos prometem repassar doses de vacina ao Ministério da Saúde

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette explicou mobilização para comprar doses após aval do STF

Produzido por Vinícius Tadeu*, da CNN, em São Paulo
24 de fevereiro de 2021 às 09:32

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) já se mobiliza para a compra de vacinas contra a Covid-19 de forma independente do governo federal. Em entrevista à CNN, o presidente da FNP, Jonas Donizette, explicou a criação do consórcio para a compra dessas vacinas.

A iniciativa foi tomada a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu estados e municípios comprem imunizantes internacionais que já tenham a aprovação de entidades sanitárias renomadas, mesmo sem a aprovação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Com a decisão do STF ontem, tira uma dúvida jurídica que estava se os municípios podiam ou não comprar vacina", afirmou Donizette. "Assim que o STF decidiu, vários prefeitos de capitais me ligaram solicitando que fizéssemos essa força em comum para comprarmos a vacina", completou.

O presidente da FNP fez questão de ressaltar que os municípios não vão "disputar" vacinas com a União, pois priorizaram acordos com farmacêuticas que ainda não tenham iniciado relações comerciais com o Brasil.

"É muito importante dizer que não vamos atrás de vacinas que o governo já está encaminhando. Vamos tentar imunizantes que o governo não conseguiu trazer para o Brasil. A ideia é somar e não competir", disse.

Segundo Donizette, todos os imunizantes adquiridos pelo consórcio de prefeitos serão repassados ao Plano Nacional de Imunização para evitar que uma cidade tenha mais disponibilidade de vacinas do que outras. 

"Nesse momento, se abrirmos uma disputa de compra entre as cidades, não será saudável. Os prefeitos que já consultei têm concordância nisso, de somar esforços sem concorrência com o governo federal para aumentar o volme de vacinas à disposição da população."

Enfermeira aplica dose de vacina contra o coronavírus
Foto: Johanna Geron/Reuters

(*supervisionado por Jorge Fernando Rodrigues)