Rezende: Se tudo der certo, Butanvac poderá ser exportada para qualquer país

No quadro Liberdade de Opinião, o jornalista Sidney Rezende avaliou o anúncio da produção da primeira vacina 100% brasileira, realizada pelo Instituto Butantan

Da CNN, em São Paulo
26 de março de 2021 às 11:08

No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (26), Sidney Rezende repercutiu o anúncio da produção da primeira vacina brasileira contra a Covid-19: a Butanvac. À imprensa, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que 40 milhões de doses do imunizante do Instituto Butantan estarão disponíveis até julho.

"Em matéria como essa, nem otimismo demais nem pessimismo ajudam. Quanto mais realista, melhor", afirmou Rezende, completando que tramitações ainda são necessárias, em especial as aprovações e regularizações pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Essas providências poderão ser feitas rapidamente. Mas isso não significa que a produção poderá ser feita, nem a vacinação, distribuição, a logística, não é assim tão rapidamente. É preciso ter um pouco de calma para esse processo."

"Então, é possível que ocorra algum atraso dessa vacina, e, sendo aprovada, que ela fique pronta no segundo semestre. Ainda assim, que ela atrase e demore, poderá ser utilizada internamente para quem não se vacinou; poderá ser atualizada para uma nova cepa; e poderá ser exportada sim, inclusive para o nosso continente. Se tudo der certo, ela será uma vacina mais barata e mais rápida. Temos plataforma e tecnologia, um acordo no consórcio com Vietnã e Tailândia, que precisam de vacinação, e [a Butanvac] poderá ser vendida para qualquer lugar do mundo. A notícia é boa sob todos os matizes, exceto se a vacina não for aprovada pela Anvisa", completou o jornalista.

O Liberdade de Opinião tem a participação de Sidney Rezende e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Sidney Rezende no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN Brasil (26.mar.2021)

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