Governo de SP reduz ritmo de convocação de idosos para vacinar contra a Covid-19

Procurada pela CNN, a secretaria da Saúde de São Paulo negou que tenha convocado menos idosos por causa do início da campanha para forças de segurança

Raquel Landim
Por Raquel Landim, CNN  
26 de março de 2021 às 21:19 | Atualizado 26 de março de 2021 às 22:07

 O governo de São Paulo reduziu em quase um terço o ritmo de convocação de idosos para se vacinarem contra a Covid 19. Nesta sexta-feira (26), o governador João Doria (PSDB) marcou para 5 de abril o início da imunização do grupo de 68 anos, estimado em 340 mil pessoas.

Nas três convocações anteriores, haviam sido chamados 420 mil idosos entre 75 e 76 anos,  730 mil entre 72 e 74 anos e 930 mil entre 69 e 71 anos. Os intervalos entre as convocações variaram de quatro a 10 dias.

Também será iniciada no dia 5 de abril a vacinação de 180 mil policiais, que, junto com os professores, foram incluídos pelo governo paulista entre os prioritários para a imunização, que até então se restringia a profissionais de saúde e idosos. A vacinação de professores acima de 47 anos começa no dia 12 de abril.

Governo reduziu em quase um terço o ritmo de convocação de idosos para se vacinarem contra a Covid 19
Foto: Delmiro Júnior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo (19.mar.2021)

Procurada pela CNN, a secretaria de Saúde de São Paulo negou que tenha convocado menos idosos por causa do início da campanha para forças de segurança. A pasta disse que o cronograma é feito conforme a disponibilidade da vacina.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a quantidade de pessoas elegíveis sobe conforme abaixa a faixa etária e, apesar do incremento da produção do Butantan, o Ministério da Saúde não entregou a quantidade prevista de vacinas feitas pela Fiocruz.

A pasta também informou que os policiais foram incluídos no grupo prioritário de vacinação por causa de sua exposição ao risco, contato direto com a população e necessidade de manutenção das atividades essenciais.

Por enquanto são utilizadas no país as vacinas do Butantan em parceria com a chinesa Sinovac e da Fiocruz em parceria com a AstraZeneca.