Rio inicia pesquisa para identificar variantes da Covid-19 no estado

Estudo terá investimento de R$ 1,2 milhão e pretende analisar 4.800 amostras do vírus em seis meses

Juliana Elias, da CNN Brasil, em São Paulo
27 de março de 2021 às 17:46 | Atualizado 27 de março de 2021 às 17:49
Profissional prepara vacina contra Covid-19 para aplicação no Rio de Janeiro
Profissional prepara vacina contra Covid-19 para aplicação no Rio de Janeiro
Foto: Delmiro Júnior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo (19.mar.2021)

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro anunciou o início de uma programa de pesquisa para sequenciar as diferentes variantes do SARS-CoV-2 com o objetivo de identificar o tamanho da participação das novas cepas do vírus da Covid-19 no estado. 

A pesquisa deve durar seis meses e pretende analisar 4.800 amostras no período, o que equivale a 400 análises concluídas a cada 15 dias. O objetivo, de acordo com a secretaria, é conseguir monitorar as atuais e eventuais novas variações da doença para melhor direcionar políticas públicas como medidas restritivas ou a ampliação de leitos com maior antecedência. 

Em comunicado, a secretaria informou que o estudo, neste momento, está na fase de compras de insumos e separação de amostras. Os primeiros vírus devem ser sequenciados na segunda quinzena de abril. 

“Como acontece com a gripe, a Covid-19 pode se tornar um vírus de circulação sazonal, com mutações genéticas”, disse o secretário de Saúde do estado, Carlos Alberto Chaves. “É fundamental ampliar os estudos para que, cada vez mais, possamos agir de forma antecipada. Por exemplo, se o mundo soubesse mais sobre a variante P1, que tem se mostrado mais contagiosa, poderia ter aberto leitos com mais antecedência e reforçado protocolos como etiqueta respiratória e distanciamento social.”

O projeto será financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), com aporte de R$ 1,2 milhão. A iniciativa conta ainda com a parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ), da Fiocruz e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.