Governo de SP diz que receberá insumo da Coronavac em dois lotes, o 1º no dia 20

Serão duas entregas de 3 mil litros cada do chamado Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), ingrediente fundamental para a produção dos imunizantes

Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo
08 de abril de 2021 às 14:01
Chile utilizará a Coronavac, importada de Pequim, para iniciar vacinação em mass
Com a chegada dos insumos, o Butantan retomará a produção da vacina
Foto: Thomas Peter/Reuters

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (8) que o estado receberá dois lotes de 3 mil litros cada de insumos farmacêuticos, vindos da China, para o processamento de mais 5 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. 

A primeira das remessas previstas para abril deve chegar até o dia 20 e permitirá concluir a entrega de 46 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), no Ministério da Saúde, segundo o governo.

Um segundo carregamento com mais 3 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que é fundamental para a produção das doses do imunizante, também tem previsão de entrega ainda neste mês.

Inicialmente, o Butantan esperava receber um único lote de 6 mil litros até 9 de abril.

Produção paralisada

Na quarta-feira (7), a produção da Coronavac havia sido temporariamente paralisada pelo Instituto Butantan por falta de matéria-prima, disseram à CNN três fontes com conhecimento do assunto.

Os insumos necessários para a Coronavac são produzidos pela biofarmacêutica Sinovac, na China. Nos últimos dias, o país asiático intensificou seu programa de vacinação, o que seria a principal razão para a aparente trava na exportação dos insumos, que paralisou temporariamente a produção pelo Butantan.

Nesta quinta, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à CNN que “não há possibilidade de paralisar a vacinação no Brasil” por falta de insumos. Ele, no entanto, reconheceu que há atraso na entrega dos insumos, mas disse que tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz vão continuar produzindo vacinas."

A meta de vacinar um milhão de pessoas por dia está mantida”, afirmou o ministro.