70% dos brasileiros disseram que tomariam vacina no começo da pandemia

Pesquisa realizada pelo Instituto Gallup foi feita em 117 países no ano passado, antes de campanhas de vacinação contra a Covid-19 iniciarem

Ryan Prior, da CNN
04 de maio de 2021 às 13:21
Fila de vacinação no Rio de Janeiro, em 23/04/2021
Fila de vacinação no Rio de Janeiro, em 23/04/2021
Foto: CNN Brasil

 Levantamento realizado pelo Instituto Gallup, com mais de 300 mil pessoas em 117 países no ano passado, mostrou que 68% dos adultos em todo o mundo tomariam uma vacina contra a Covid-19 se lhes fosse oferecida gratuitamente.

Cerca de 29% dos entrevistados disseram que optariam por não receber a vacina, e outros 3% disseram que não sabiam. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3). Essa média global fica abaixo da faixa necessária para uma imunidade coletiva, que os especialistas estimam entre 70% e 85%.

A Pesquisa Mundial da Gallup em 2020 foi a maior desse tipo realizada no ano passado, avaliando como a vida humana mudou durante o ano histórico de pandemia. No entanto, devido ao período em que foi realizado, o estudo não conseguiu capturar como as atitudes em relação à vacina podem ter mudado conforme as doses foram sendo aplicadas nos primeiros meses de 2021.

Ainda assim, o levantamento oferece uma ideia de como as atitudes podem estar mudando, e onde o impulso para vacinar pode ser mais difícil.

À época da pesquisa, 70% dos entrevistados no Brasil afirmaram que tomariam a vacina contra a Covid-19. Já nos Estados Unidos, a disposição em relação à vacina no momento da pesquisa era significativamente baixa, em 53%, e não estava no caminho certo para atingir a imunidade coletiva. 

Os dados das pesquisas domésticas coletadas nos meses após a levantamento mundial de 2020 mostraram que a atitude dos americanos então pendia favoravelmente para a vacinação contra a Covid-19, com 74% dizendo ao levantamento doméstico, em março, que fariam fila para tomar uma vacina autorizada pelo Food & Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

Em algumas regiões, como o sudeste da Ásia, a disposição para se vacinar já era forte em 2020. Em Mianmar, por exemplo, 96% de sua população estava disposta a se vacinar, de acordo com o levantamento. Foi a única nação a caminho de alcançar a estimativa mais alta para imunidade de rebanho.

País vizinho a Mianmar, a Tailândia também alcançou a faixa de imunidade de rebanho com 85%, o Nepal com 87%, e os países próximos, Laos e Camboja, ambos com 84%. No entanto, a atitude foi totalmente diferente na Europa Oriental e em muitas repúblicas pós-soviéticas.

A menor disposição para a vacinação no mundo foi relatada no Cazaquistão, com apenas 25% dos residentes entrevistados afirmando que receberiam uma vacina grátis. Na Hungria, o número foi de 30%, a Bulgária estava em 33%, e na Rússia, o primeiro país a começar a vacinação contra a Covid-19, apenas 37% em 2020 estavam dispostos a receber uma dose de imunizante que pudesse prevenir a infecção por coronavírus.

(Texto traduzido. Leia o original, em inglês)