Com 2.383 nas últimas 24 h, Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid-19

Ao todo, 430.417 brasileiros morreram em decorrência do novo coronavírus desde o início da pandemia

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
13 de maio de 2021 às 18:15 | Atualizado 14 de maio de 2021 às 00:53

 

O Brasil ultrapassou nesta quinta-feira (13) a marca de 430 mil mortes causadas pela Covid-19. Nas últimas 24 horas, foram 2.383 óbitos e 74.592 novos casos da doença, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). 

Ao todo, 430.417 brasileiros morreram em decorrência do novo coronavírus desde o início da pandemia, e o país já registra 15.433.989 infectados pela doença. 

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de infectados, atrás dos Estados Unidos e da Índia, e a segunda nação com mais mortes, atrás apenas dos EUA, que soma mais de 584 mil óbitos. 

Dentre os estados brasileiros mais atingidos pela pandemia, São Paulo lidera com mais de 3 milhões de infectados e ao menos 102 mil vítimas fatais. Em seguida, os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia aparecem como os mais atingidos pela Covid-19. 

Novos testes de vacinas no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (13) os testes clínicos no Brasil da vacina Covaxin, contra a Covid-19, desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech. O pedido foi feito à agência pela empresa Precisa Medicamentos, parceira no Brasil.

Serão 4.500 voluntários nos testes no Brasil, se juntando a 26.300 voluntários na Índia. A maior parte estará no estado de São Paulo, com 3.000 voluntários, e outros 1.500 distribuídos entre Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso.

De acordo com a Anvisa, este é o sétimo imunizante a ter autorizado o estudo clínico de fase 3 no Brasil. Em 2020, foram autorizados os testes das vacinas de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Coronavac (Sinovac/Butantan), Pfizer/Wyeth e Janssen-Cilag.

CPI da Pandemia 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouviu nesta quinta-feira (13) o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. Em 2020, quando a farmacêutica entrou em contato com o governo brasileiro para oferecer sua vacina contra Covid-19, Murillo era presidente da empresa no Brasil. 

Murillo afirmou que a primeira oferta feita pela Pfizer era vinculante e tinha validade de 15 dias. "Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou e nem aceitou a conversa. Não tivemos resposta", disse ele, ao ser questionado pelo relator da CPI sobre essa questão.

"Depois dessas ofertas, em 12 de setembro, nosso CEO enviou uma comunicação ao Brasil indicando nosso interesse em chegar a um acordo (...) dirigido ao presidente Bolsonaro e outras autoridades", completou.

Ele detalhou que, além do presidente, receberam cópia do documento o vice-presidente, Hamilton Mourão, o então ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Forster. 

"Todas as propostas que mencionei anteriormente foram formalizadas em documentos enviados ao ministério da saúde. A carta, em si, não é considerada por nós uma oferta."

Cronograma da Pfizer apresentado à CPI da Pandemia
Foto: CNN Brasil