Fiocruz recebe IFA para produção de 12 milhões de vacinas da AstraZeneca/Oxford

Segundo a Fiocruz, com as novas remessas as entregas de vacinas ao Ministério da Saúde estão asseguradas até junho

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
22 de maio de 2021 às 18:09 | Atualizado 23 de maio de 2021 às 16:05

Os dois lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativos (IFA), que serão usados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção de 12 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 da AstraZeneca/Oxford, chegaram, às 17h54 deste sábado (22), no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. 

Com a chegada da nova remessa, a Fiocruz retoma na próxima terça-feira (25) os trabalhos na linha de produção da vacina contra a Covid-19. A produção da vacina só será retomada na terça-feira porque são necessários três dias para o descongelamento do IFA.

Dos 14 lotes acordados com a Astrazeneca, 10 já foram recebidos. A previsão é de que o restante seja entregue nos meses de junho e julho. 

Inicialmente, a fundação havia informado que apenas um lote chegaria neste sábado. De acordo com a Fiocruz, houve uma antecipação da remessa que estava prevista para o dia 29 de maio.

Nesta sexta-feira (21) a Fiocruz enviou ao Ministério da Saúde mais 6,1 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca contra a Covid-19. O carregamento chegou neste sábado ao centro de distribuição do ministério. 

Nova remessa de IFA para produção de 12 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford chega ao Brasil
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

 

A fundação ainda negocia com o laboratório AstraZeneca um novo contrato para o recebimento de lotes adicionais de IFA, para tentar evitar novas paradas na produção da vacina a partir da agosto. Isso porque o contrato de transferência de tecnologia, que possibilitará a produção do IFA 100% nacional, ainda não foi assinado.

A expectativa da Fundação Oswaldo Cruz é de assinar, na próxima semana, os dois novos contratos com a AstraZeneca. Um que prevê o envio de mais Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China e o outro, que permitirá a incorporação de toda a tecnologia desenvolvida pelo laboratório para produzir a vacina 100% brasileira.