Vacinas da Pfizer e Moderna são mais eficazes para conter transmissão da Covid

Estudos indicam que tecnologia mRNA é mais eficiente na proteção da doença, embora todos os imunizantes utilizados no mundo são seguros

Da CNN, em São Paulo
21 de maio de 2021 às 23:06

Estudos mostram que as vacinas da Pfizer e Moderna são mais eficazes para conter a transmissão do coronavírus. As informações são do analista de internacional da CNN Lourival Sant'Anna.

Uma das pesquisas tomou como exemplo Israel, país que utilizou a vacina da Pfizer e viu a taxa de transmissão despencar após a população estar completamente imunizada. Isso indica que imunizantes da plataforma mRNA, como o da farmacêutica americana e da Moderna, por exemplo, possam conter a transmissão do vírus em pacientes assintomáticos.

A surpresa dos pesquisadores se dá pelo fato de que vacinas são desenvolvidas para evitar formas graves da Covid-19 e mortes, e não para "bloquear" a transmissibilidade do coronavírus. Mesmo pessoas completamente imunizadas, se tiverem contato com o vírus, poderão transmiti-lo sem ficarem doentes pela infecção.

Vacinas como a da Sinopharm e da AstraZeneca, por exemplo, não utilizam plataforma mRNA, considerada mais moderna pelos cientistas. Esses imunizantes usam partes do vírus inativado e, nos países em que são utilizados em larga escala, não têm mostrado a mesma eficácia em reduzir a transmissão da doença.

Dessa forma, é possível que vacinas com plataforma de mRNA sejam mais valorizadas a partir de agora, com mais investimentos e aquisições por parte dos países, embora todas as vacinas aprovadas no mundo sejam seguras e eficazes na proteção individual contra a Covid-19.

As vacinas contra a Covid-19 garantem proteção porque previnem a doença, especialmente nas formas graves, reduzindo as chances de morte e internações.

Embora não impeçam o contágio e nem a transmissão do vírus, a vacinação é essencial, já que induz o sistema de defesa do corpo a produzir imunidade contra o coronavírus pela ação de anticorpos específicos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Profissional de saúde prepara aplicação de vacina Pfizer em Los Angeles, nos EUA
Foto: Lucy Nicholson/Reuters