Secretário do RJ: Calendário de vacina é ousado, mas factível de ser cumprido

À CNN, secretário de saúde Daniel Soranz falou sobre estudo de vacinação em massa na Ilha de Paquetá, que receberá 1ª dose até este domingo (20)

Produzido por Lucas Janone, da CNN no Rio de Janeiro
19 de junho de 2021 às 13:10

A prefeitura do Rio de Janeiro pretende vacinar todos os cariocas acima de 18 anos até o dia 31 de agosto, um mês e 21 dias antes da data inicial prevista. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18).

Em entrevista à CNN, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, confirmou ser possível a antecipação da data. "A gente espera que o Ministério da Saúde consiga enviar as doses e que a gente possa cumprir o calendário", afirmou.

Segundo Soranz, o anúncio do prefeito Eduardo Paes está dentro do esperado. “É um calendário bastante ousado, mas bem factível de ser realizado. O Rio de Janeiro é uma das capitais que está à frente na disputa de quem mais vacina e o nosso objetivo é continuar vacinando com velocidade para continuar protegendo a população o quanto antes.”

Gestantes e adolescentes

A respeito da vacinação em mulheres grávidas, o secretário disse que na próxima semana, de segunda (21) a sexta-feira (25), elas serão imunizadas com a Pfizer e a Coronavac, seguindo a orientação do ministério da Saúde em não se utilizar a AstraZeneca nesta população. "Não teremos problemas de falta de vacina para este público", disse.

O secretário falou ainda sobre o planejamento da capital a fim de ser a primeira cidade do Brasil a iniciar a vacinação de adolescentes. A previsão é que seja feita em setembro, após a conclusão dos adultos. “No mês de julho a gente recebe 700 mil doses de Pfizer só para a cidade do Rio de Janeiro. E, também, está prevista uma grande remessa de vacina da Pfizer no mês de setembro, quando a gente espera estar vacinando as crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos.” Até agora, a Anvisa autorizou apenas o uso da Pfizer para este grupo.

Estudo na Ilha de Paquetá

Daniel Soranz informou sobre o estudo de vacinação em massa realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com a prefeitura do Rio, em toda a população adulta da Ilha de Paquetá, que fica na baía de Guanabara. “A Ilha de Paquetá foi escolhida pela Fiocruz e pela Secretaria Municipal de Saúde para que tenha toda a sua população vacinada até este domingo (20) e oito semanas depois, a gente espera fazer a segunda dose e avaliar os efeitos da vacina 14 dias após."

Para isso, segundo Soranz, será realizado um evento teste, uma espécie de carnaval controlado com testagem de Covid-19 antes e depois da data. "Não é um carnaval como a gente tem na Ilha de Paquetá, que a Ilha dobra de população em muito pouco tempo, é um carnaval restrito para um grupo de pessoas selecionadas pelo estudo 14 dias depois que essa população estiver totalmente imunizada", explica.

Segundo o secretário, a Fundação estuda realizar o estudo de vacinação na região de Manguinhos e na Maré. “Está em tramitação interna ainda na instituição, mas provavelmente estas duas comunidades vão ser escolhidas para demonstrar os efeitos das vacinas nas favelas do Rio de Janeiro.”