Vacinação em massa já atinge 96,3% dos moradores adultos de Paquetá (RJ)

Balanço parcial da Secretaria Municipal de Saúde do Rio mostra que quase todos os moradores da Ilha já foram vacinados

Isabelle Saleme, da CNN, no Rio de Janeiro
20 de junho de 2021 às 17:10 | Atualizado 20 de junho de 2021 às 17:55

 

Na tarde deste domingo (20), a prefeitura do Rio de Janeiro já tinha imunizado 96,3% dos moradores adultos da Ilha de Paquetá contra a Covid-19. Um balanço consolidado será divulgado nesta segunda-feira.

A expectativa é vacinar 1.584 pessoas para chegar aos 3.530 maiores de 18 anos cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Os demais habitantes da ilha já haviam tomado pelo menos a primeira dose contra a doença por causa do calendário por idades, em vigor na capital fluminense, ou por fazerem parte de algum grupo prioritário.

A Ilha, que tem uma população de 4.180 moradores, pode vir a ser a primeira região da capital fluminense a ter o controle da infecção da Covid-19, nos próximos meses. Um dos objetivos do estudo, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é saber como a vacinação em massa da população adulta pode atuar na proteção também de pessoas que não foram vacinadas, como as crianças e os adolescentes. Além disso, os pesquisadores querem verificar se a primeira dose da vacina já será capaz de evitar a transmissão dos casos na região. 

Antes da vacinação, cerca de 3 mil moradores, tanto maiores quanto menores de idade, passam por exame de sangue sorológico ou teste de diagnóstico rápido do coronavírus. Segundo o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, a adesão foi acima da esperada. “Estávamos aguardando entre 20% e 30% das pessoas aderirem a coleta de sangue. Setenta por cento aderiram a pesquisa e vieram coletar o sangue”, comemorou Soranz. 

O monitoramento dos voluntários continuará por 12 meses, mesmo depois da segunda dose, marcada para ser aplicada oito semanas após a primeira, em meados de agosto.

Um evento-teste, que foi chamado pelo prefeito de “carnaval fora de época” faz parte do estudo. A ideia é que, no mês de setembro, 14 dias após todos os moradores adultos da ilha terem tomado a segunda dose da vacina e quando já não houver registro de casos da doença entre a população local, seja feita uma festa com a participação de voluntários em um espaço controlado.

A vacinação em massa deste domingo contou com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, de pesquisadores da instituição, e do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que lamentou as 500 mil mortes causadas pelo vírus no Brasil e falou sobre o Programa Nacional de Imunização.

 

“É uma emergência de saúde pública internacional. Não é um problema exclusivo do Brasil. Todas as doses de vacinas foram adquiridas pelo Ministério da Saúde e são distribuídas conforme o Programa Nacional de Imunização. Mais de 110 milhões de doses de vacinas já foram distribuídas e isso mostra a força do nosso PNI”, disse Queiroga.