Vacinação pode ter evitado a morte de 43 mil pessoas do grupo prioritário

Pesquisa pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com Ministério da Saúde e Universidade Harvard mostrou sucesso da vacinação de grupos prioritários

Produzido por Layane Serrano, da CNN São Paulo
21 de junho de 2021 às 16:25 | Atualizado 21 de junho de 2021 às 17:47

Um estudo feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade de Harvard estima que a vacinação de grupos prioritários no Brasil (pessoas com mais de 60 anos) pode ter salvado ao menos 43 mil pessoas.

A professora da Escola de Saúde Pública de Harvard, Márcia Castro, falou à CNN que a intenção da pesquisa era entender o impacto da vacinação de grupos prioritários no Brasil.

“Ao comparar os dados de morte e de vacinação dos grupos prioritários, conseguimos mostrar redução de mortes nas faixas etárias entre 70 e 79 anos e maiores de 80. Os números de 3 de janeiro até 27 de maio mostram uma redução significativa de mortalidade de Covid-19 principalmente nos grupos com mais de 80 anos,” explica Márcia.

 

“No período aferido a curva da mortalidade por todas as causas menos a Covid-19 é estável, já a curva de mortes por Covid-19 começa a cair para esses dois grupos etários depois da vacinação.”

Variantes

Outro ponto da pesquisa diz respeito as variantes da Covid-19. Márcia explicou que nos primeiros meses de 2021 a variante que mais circulava no Brasil era Gamma - encontrada inicialmente em Manaus - e que mesmo assim as vacinas se mostraram eficazes contra esse tipo de coronavírus.

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