Estados receberão doses para terminar vacinação de profissionais da educação

Sete milhões de imunizantes serão distribuídos pelo ministério nas próximas 48 horas

Natália André, da CNN, de Brasília
23 de junho de 2021 às 13:29 | Atualizado 24 de junho de 2021 às 01:17

 

Em até 48 horas, os estados e o Distrito Federal vão receber 7 milhões de doses de três vacinas contra a Covid-19 para concluírem a vacinação dos profissionais da educação. Os últimos a serem beneficiados são os trabalhadores do ensino superior. Além disso, a pasta também enviará quantitativos para 30% de funcionários dos transportes coletivo e rodoviário. Os imunizastes são Coronavac, do Butantan, com intervalo entre as duas doses de 4 semanas; Pfizer, com reforço em 12 semanas; Janssen, que é de dose única.

As decisões para definição dos grupos prioritários e os rumos do Plano Nacional de imunização são feitas em conjunto entre o Ministério da Saúde, o CONASS (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde) e o CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde). São as reuniões da tripartite (Comissão de Intergestores Tripartite), que juntam os três âmbitos: federal, estadual e municipal.

Porém, se os estados e os municípios, que têm independência, mudarem as estratégias, como está acontecendo com a vacinação de pessoas sem comorbidade entre 60 e 18 anos, há o risco de desabastecimento.

Vacinação por idade sem comorbidade

Há duas semanas, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação de pessoas sem comorbidades entre 60 e 18 anos, de forma decrescente, mas, só no caso de os estados já terem concluído a imunização dos professores e de boa parte dos outros grupos prioritários.

Divisões do novo lote

Nesse novo lote de 7 milhões de doses que a pasta distribuirá a partir de hoje, por exemplo, não há referência para vacinação de pessoas sem comorbidades ou para dose de reforço (D2). As orientações são as seguintes: as 1,5 milhão de doses da Janssen são para 4,7% de pessoas com comorbidade e deficiência permanente.

Já as 2,3 milhões da Pfizer são para a primeira dose (D1) de: 7,15% de pessoas com comorbidade, gestantes e puérperas com comorbidade, e pessoas com deficiência permanente; e 17% de trabalhadores da saúde.

No caso da Coronavac, os 3,2 milhões são para a primeira dose (D1) de: 100% dos profissionais do ensino superior; 30% de trabalhadores dos transportes coletivo e rodoviário; 16% de trabalhadores do ensino básico; e 6% das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.

Ou seja, se os governadores usarem esses lotes para outros grupos, senão os previstos, vai haver desabastecimento.

Profissionais da educação são vacinados no Rio de Janeiro
Foto: Cleber Rodrigues/CNN