Fiocruz recebe neste sábado remessa de IFA para produção de 10 milhões de doses

Nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo possibilitará entregas de vacinas contra a Covid-19 no mês de agosto

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
14 de julho de 2021 às 19:59
Profissional da Saúde prepara dose de vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Profissional da Saúde prepara dose de vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Foto: Yves Herman - 15.mar.2021/Reuters

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebe, neste sábado (17), uma nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de cerca de 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

Os imunizantes da Astrazeneca serão produzidos pela Fiocruz no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). 

De acordo com a Fundação, a chegada do insumo está programada para acontecer às 19h35, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (RioGaleão). 

"A nova remessa possibilitará entregas no mês de agosto, após a realização das etapas de processamento final e controle de qualidade. A instituição aguarda novas remessas para o próximo mês", afirmou a Fiocruz. 

Fiocruz recomenda manter intervalo de 12 semanas entre doses 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou uma recomendação indicando que estados e municípios mantenham o intervalo de 12 semanas de aplicação da segunda dose da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19.

A decisão acontece depois de estados e municípios decidirem antecipar a aplicação da segunda dose, impulsionados por um estudo divulgado pela revista científica "Nature", segundo o qual a proteção completa é necessária para que a vacina seja eficaz contra a variante Delta, originária da Índia.

O comunicado destaca ainda que o regime de 12 semanas "permite ainda acelerar a campanha de vacinação, garantindo  a proteção de um número maior de pessoas". A Fiocruz destacou ainda que uma pesquisa da agência de saúde do governo do Reino Unido, publicada em junho, mostrou que o imunizante apresentou 71% de efetividade após a primeira dose e 92% depois da segunda, para hospitalizações e casos graves.